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Para quem está chegando por aqui agora, quero me apresentar...

Sou a Tais Romero.

A Tais, perguntadora sobre coisas da vida, das crianças, da educação, da poesia e do mar.


Me formei em Pedagogia em 2005 e o meu primeiro trabalho foi em uma escola rural, em uma sala multisseriada com crianças entre 5 e 11 anos.

Depois disso fui professora em uma escola de Educação Infantil, depois professora do Fundamental I, fui também professora alfabetizadora por alguns anos. Além disso, vivi a coordenação e a direção pedagógica.

No percurso, vivi um desmoronamento emocional, daqueles que quem vê de fora, tem certeza que não existe a possiblidade de reconstrução.

Eu renasci, ao mesmo tempo que nasceu a Pedagogia Subjetividade, um espaço que me devolveu a esperança de um novo começo.

Em Reggio Emilia que me aproximei das Alês do Jardín Fabulinus, minhas amigas, amigas de verdade. Por elas toda a minha gratidão, respeito e amor. Elas também são a Pedagogia Subjetividade, minhas mestras, com quem aprendo todos os dias.

Em 2013, saí da escola, para ver a escola de fora e cá estou, como assessora, formadora de professores e diretora pedagógica.

Participei da abertura da Escola Parlenda em Curitiba, como assessora pedagógica, a vi nascer e crescer.

Como assessora pedagógica trabalhei na Prefeitura de Pará de Minas e pelo Sesc atravessei o Brasil, entre pontes e pessoas que me ensinam tanto.

Fui coordenadora, por três anos, de um grupo de estudos com a Madalena Freire, sobre o registro reflexivo. Uma universidade para mim.

As viagens para o Jardin Fabulinus, foram muitas, desde 2013. A cada grupo uma experiência nova e inesquecível.

Fui a Reggio Emilia algumas vezes, fui a San Miniato, Portugal, Barcelona, Pamplona, França, Irlanda sempre estudando e pesquisando.

Já passei por algumas escolas, como assessora e em todas elas deixei um pouco de mim e trouxe um pouco de cada professor que me permitiu entrar, observar e dialogar sobre a prática.

Em 2020, terminei o meu mestrado pela PUC/SP, a maior emoção da minha vida, com o professor Miguel Zabalza na minha banca. Como aprendi no FORMEP.

Em parceria com a editora Phorte, fiz a revisão técnica do livro Arte e Criatividade nas escolas de Reggio Emilia, a tradução e o prefácio do livro: Os fios da Infância, das Abelleira. Traduzi a revista sobre os territórios de aprendizagem do Jardín Fabulinus, fiz a ponte dos livros Construção e Construtividade das Alês e do livro: A estética no pensamento e obra de Loris Malaguzzi, de Alfredo Hoyuelos. Escrevi a apresentação do livro: A linha como linguagem, escrevi também o prefácio à brasileira do livro: A complexidade e relações na Educação Infantil do Alfredo Hoyuelos e Maria Antônia Riera. No livro: O pulsar do cotidiano em uma escola da infância, das Abelleira, tem um texto meu na edição brasileira e na edição espanhola.

No mês de julho será o lançamento do livro: A ética no pensamento e obra de Loris Malaguzzi, com um texto meu.

Os livros de Mari Carmen Diez Navarro, Beatriz Trueba e um novo livro das Alês também serão lançados em breve.

Antes da pandemia, fiz a ponte, a mediação e a apresentação de alguns seminários internacionais, com o Prof. Miguel Zabalza, as Abelleira, Tona Castell, Alfredo Hoyuelos e muitas vezes com as Alês (Alejandra Dubovik e Alejandra Cippitelli).

Em meio a pandemia, o projeto Dedo de Prosa, em parceria com as Alês, Abelleira, Beatriz Trueba, Mari Carmen Diez Navarro e Tona Castell, foi um sucesso. Mais de 20 encontros, todos sem nenhum custo, disponíveis para educadores do Brasil, Espanha, Portugal, Uruguai e Argentina. Do projeto Dedo de Prosa nasceu um livro, que será publicado em breve.

Vivi a escola online e das minhas experiências, nasceram os contos da quarentena.

Participo de dois grupos de estudos como “provocadora", sobre o registro reflexivo (tema da minha dissertação), além dos encontros de mentoria com coordenadoras pedagógicas, e vivo o chão da escola na direção pedagógica, de onde vem a inspiração para os meus textos, que publico diariamente na Pedagogia Subjetividade.

Pela Pedagogia Subjetividade, mensalmente, temos os encontros com as Alês do Jardín Fabulinus, além das participações que sempre fazemos em outros grupos.

Estou em construção, em constante construção, tudo o que sei é que o conhecimento salva e que pouco sei sobre tudo o que ainda quero aprender.

Em todas as experiências que citei, em todas elas, fui atravessada por pessoas que me ensinaram muito sobre humanidade e é neste lugar que eu quero estar em todas as chegadas e partidas, no lugar do humano que me faz frágil, forte, humilde e humana.

Não gosto de falar de mim, vocês já repararam que prefiro falar de poesia, mas aqui está um pouco de um caminho que tenho muito orgulho de caminhar.

Sou professora e sou aprendente, em um movimento, que me faz viva.





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